Pode falar-nos da sua instituição?
A minha instituição, o Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, situa-se em Tomar, Portugal. É uma instituição que oferece educação do pré-escolar ao secundário. É composto por 15 estabelecimentos de ensino.
Porque é que te candidataste a participar em Built with Bits?
O meu principal objectivo ao iniciar o programa foi sensibilizar os meus alunos de multimédia para a área da realidade virtual. Mas, é claro, fazer parte da comunidade educativa europeia, com a visão de construir uma comunidade internacional de educadores, comprometidos com a utilização de práticas pedagógicas disruptivas para ajudar a Europa a avançar para novas formas de pensar, criar e viver juntos de forma sustentável, ofereceu uma visão fantástica e inovadora na qual eu não podia deixar de tentar participar.
Conte-nos sobre sua participação vencedora!
É uma enorme honra que o projecto com o qual participei neste programa seja um dos vencedores. O título deste projeto era «Monumentos Históricos de Tomar» e consistia em disponibilizar conteúdos multimédia relacionados com os vários monumentos históricos da cidade num espaço de hubs da Mozilla.
Este projecto surgiu no âmbito do programa de Técnicas Multimédia, que lecciono. Foi muito fácil captar a atenção dos alunos do curso para este tema da realidade virtual.
No entanto, no contexto da Flexibilidade Curricular, um projeto educativo a ser implementado a nível nacional em Portugal, contamos também com a participação de alunos do 10o ano do curso de Turismo Técnico. Ao trabalhar em conteúdos como o património local e regional, sugerimos que estes alunos pudessem gravar visitas guiadas a alguns monumentos e, mais tarde, trabalhar com alunos da Technical Multimedia para tratar e editar essas mesmas visitas com software de edição de som e imagem. Atualmente, estas visitas guiadas estão concluídas e editadas em português e prontas para serem adicionadas ao projeto.
Como é que o seu projeto utilizou o património cultural digital e as tecnologias imersivas?
Este projecto alinhou-se com o conteúdo das técnicas multimédia e cursos técnicos de turismo, combinando digital e história. Como Tomar é um lugar tão rico em história, que vai desde o castelo dos Cavaleiros Templários, à Sinagoga de Tomar, foi muito interessante e enriquecedor para estudantes de diferentes cursos trabalharem colaborativamente na construção de passeios virtuais pelos monumentos históricos da cidade, e disponibilizá-los à comunidade.

Como é que o programa aprofundou a sua compreensão do Novo Bauhaus Europeu?
Atualmente, o projeto faz referência a alguns recursos do Novo Bauhaus Europeu, como os relacionados com o Convento de Cristo, que foi classificado como património mundial e incluído na lista do património mundial da UNESCO. Na minha opinião, todos os recursos disponibilizados pelo Novo Bauhaus Europeu são de enorme interesse educativo, histórico e cultural e de imensa qualidade. Estes recursos devem ser conhecidos pelos professores e educadores porque podem e devem ser partilhados com os seus alunos.
Considero que este programa, no contexto do movimento Novo Bauhaus Europeu da Comissão Europeia, foi uma experiência de aprendizagem colaborativa utilizando tecnologias digitais que são enriquecedoras, tanto para os professores como para os alunos.
Tendo em conta que 2022 é o Ano Europeu da Juventude, ponderou outras formas de envolver os estudantes e os jovens no seu projeto vencedor?
Sim, claro. Aliás, este é um processo que já iniciei através das visitas virtuais criadas pelos alunos em português, que estão a ser editadas de forma a adicionar legendas, atualmente em espanhol e posteriormente em inglês.
Além disso, uma das minhas alunas que participou no projeto vencedor, Patrícia Bandeira do curso Técnico Multimédia, gostou tanto e ficou tão inspirada, que está neste momento a construir o seu projeto final - sobre a sensibilização para a segurança na Internet - com a Mozilla Hubs. Este projeto destina-se também a toda a comunidade escolar.

Qual foi a coisa mais valiosa que os educadores aprenderam com o programa?
Participar neste programa de mentoria foi muito enriquecedor. Ao combinar experiências de aprendizagem colaborativa e tecnologias digitais com os valores da acessibilidade, inclusão e sustentabilidade, ajudou educadores e professores de vários países e diferentes culturas. Para além de perceberem que é possível ligar todos estes conceitos, os participantes consideraram muito valioso que tivessem a oportunidade de os aplicar na prática.
Você pode nos falar sobre sua instituição?
A minha instituição, Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, está localizada em Tomar, Portugal. É um Agrupamento vertical que oferece desde a educação pré-escolar ao ensino secundário. É constituído por 15 estabelecimentos de ensino ou de educação.
Por que você se inscreveu para participar do Built with Bits?
Os meus principais objetivos ao iniciar o programa foram sensibilizar os meus alunos de multimédia para a área da realidade virtual. Mas, claro, fazer parte da comunidade europeia de educação com esta visão de construir uma comunidade internacional de educadores empenhados na utilização de práticas pedagógicas disruptivas para ajudar a Europa a avançar para novas formas de pensar, criar e viver em conjunto de forma sustentável é, para mim, uma visão fantástica e inovadora, na qual não poderia deixar de tentar participar.
Conte-nos sobre sua entrada vencedora!
É para mim uma enorme honra que o projeto com que participei neste programa seja um dos vencedores. O título deste projeto é monumentos históricos de Tomar e consiste em disponibilizar conteúdos multimédia num espaço do Modzilla Hubs relacionados com os vários monumentos históricos desta cidade.
Este projeto surgiu no âmbito dos conteúdos programáticos da disciplina de Técnicas de Multimédia, da qual sou professora. Tendo sido muito fácil cativar a atenção dos meus alunos do curso profissional técnico de multimédia, para este tema da realidade virtual.
No entanto, no âmbito da flexibilidade curricular, que é um projeto educativo que está a ser implementado a nível nacional em Portugal, envolvemos também os alunos do décimo ano do curso profissional técnico de turismo que ao trabalhar em conteúdos como o património local e regional implicou que estes alunos gravassem visitas guiadas a mais alguns monumentos e posteriormente articulando com os alunos do curso profissional técnico de multimédia, tratassem e editassem estas mesmas visitas com softwares de edição de som e de imagem. Neste momento estas visitas guiadas já estão concluídas e editadas em língua portuguesa e prontas para serem adicionadas ao projeto.
Como seu projeto usou o patrimônio cultural digital e as tecnologias imersivas?
Este projeto está em linha com os conteúdos dos cursos de técnico multimédia e técnico de turismo, combinando digital e história. Como esta cidade, é um lugar tão rico na história que vai desde o castelo dos Cavaleiros Templários, até à Sinagoga de Tomar, é muito interessante e enriquecedor colocar estes estudantes de diferentes cursos a trabalhar colaborativamente na construção de visitas virtuais aos monumentos históricos da cidade, disponibilizando-os à comunidade.
Como o programa aprofundou sua compreensão da 'Novo Bauhaus Europeu'?
Neste momento, no projeto, temos referência a alguns recursos da Nova Bauhaus Europeia, tais como os relacionados com o Convento de Cristo que foi classificado como património da humanidade e inscrito na lista do património mundial da UNESCO. Na minha opinião, todos os recursos disponibilizados pela New European Bauhaus, são de enorme interesse educativo, histórico e cultural e, com imensa qualidade. Estes recursos, devem ser conhecidos pelos vários professores e educadores pois podem e devem ser transmitidos aos seus alunos.
Considero que este programa no âmbito do movimento do Novo Bauhaus Europeu da Comissão Europeia foi uma experiência de aprendizagem colaborativa recorrendo a tecnologias digitais muito, mas mesmo muito, enriquecedora, quer para os professores, quer para os alunos.
Dado que 2022 é o Ano Europeu da Juventude, já considerou outras formas de envolver estudantes e jovens no seu projeto vencedor?
Sim, claro que sim. Aliás, esse é um processo ao qual já dei início, ou seja, como visitas virtuais criadas pelos alunos em língua portuguesa, já estão a ser objeto de edição, no sentido de acrescentar legendas, neste momento em Espanhol e posteriormente em Inglês.
Para além disto, uma das minhas alunas, a Patrícia Bandeira, do curso profissional Técnico de Multimédia, que também participa no projeto vencedor, gostou tanto e ficou de tal forma inspirada, que neste momento está a construir o seu projeto final com o Mozilla Hubs, cujo tema é a sensibilização para navegar em segurança na internet. Este seu projeto é dirigido, também, a toda a a comunidade escolar.
Qual foi a coisa mais valiosa que os educadores aprenderam com o programa?
Foi muito enriquecedor participar neste programa de mentoria, que ao combinar experiências de aprendizagem colaborativa e tecnologias digitais com os valores de acessibilidade, inclusão e sustentabilidade, ajuda educadores e professores de vários países e com culturas diferentes. Para além de perceberem que é possível interligar todos estes conceitos, considerem muito valioso ter tido a oportunidade de os aplicar na prática.
